Bebês da UTI do Grupo São Cristóvão Saúde ganham monitoramento cerebral
Por: Máquina Cohn & Wolfe - 30/04/2019

Diagnóstico precoce de lesões cerebrais reduz incidência de deficiência intelectual no futuro

O Grupo São Cristóvão Saúde conta agora com uma unidade de UTI Neonatal Neurológica especializada no monitoramento cerebral de bebês prematuros e/ou que nascem com complicações, como asfixia perinatal, conhecida como falta de oxigenação na hora do parto. O Hospital São Cristóvão, localizado na Mooca, em São Paulo, é o primeiro da região Leste da capital a adquirir o sistema.

Trata-se de uma Central de Monitoramento 24h, desenvolvida pela PBSF – Protecting Brains & Saving Futures (Protegendo Cérebros e Salvando Futuros), uma organização privada que utiliza metodologias de neuroproteção e diagnóstico precoce de lesões cerebrais, minimizando o risco de sequelas neurológicas em recém-nascidos.

Denominado aEEG (eletroencefalograma de amplitude integrada), trata-se de um monitor com câmera que fornece informações sobre as atividades cerebrais do paciente, o que permite identificar precocemente possíveis distúrbios neurológicos. O monitoramento pode ser realizado de forma remota por uma equipe profissional especializada, permitindo acesso aos exames 24 horas.

A tecnologia, que está funcionando na unidade desde o mês de março, foi trazida pela Drª Ludmila de Freitas Ventura Simões, neonatalogista do Grupo São Cristóvão Saúde. “Com o auxílio desse sistema, podemos proteger o cérebro de pacientes com risco para injúria cerebral de maneira rápida, prevenindo sequelas em curto, médio e longo prazo”, explica.

De acordo com a pediatra e neonatologista Dra. Claudia Conti, responsável pela Unidade Neonatal da Maternidade São Cristóvão, até o momento cinco bebês passaram pelo monitoramento, sendo três prematuros extremos e dois de termo (nascidos com mais de 37 semanas de gestação).

A pediatra conta que o monitoramento identificou uma convulsão subclínica em um dos bebês de termo, ou seja, um quadro convulsivo que não apresenta sintomas perceptíveis. “O aEEG permitiu que essa convulsão fosse percebida e tratada no ato, evitando sequelas neurológicas”, conta.

“Essa tecnologia contribui para os cuidados com os recém-nascidos prematuros também, além da introdução de um tratamento mais assertivo e humanizado, reduzindo as chances de sequelas futuras que possam interferir no desenvolvimento e crescimento da criança”, destaca Dra. Claudia.

Conforme dados mundiais e da PBSF, há grande incidência de crises epilépticas em bebês com algum tipo de alteração neurológica.

Segundo a Dra. Ludmila, além desses casos, há também situações em que bebês apresentam pequenos sinais de uma possível convulsão, mas que, de fato, estão apenas com um quadro de glicemia baixa, alteração de algum eletrólito ou um reflexo do prematuro mais exacerbado. “Dessa forma, evita-se que o paciente tome medicações sem necessidade, tornando a monitoração essencial para a tomada de uma decisão precisa”, enfatiza a médica.

“Sabemos que, caso não sejam oferecidos os tratamentos adequados, cerca de 35% dos sobreviventes terão que viver com déficits neurológicos. A metodologia da PBSF consiste no monitoramento contínuo da criança, o que permite verificar a saúde cerebral e, principalmente, se o bebê está tendo crises convulsivas. Mais de 80% das crises convulsivas são subclínicas, ou seja, sem sinais aparentes”, explica o neonatologista e fundador da PBSF, Dr. Gabriel Variane.

Para o Presidente/CEO do Grupo São Cristóvão, Engº Valdir Pereira Ventura, essa parceria com a PBSF representa um grande desenvolvimento tecnológico para a rede e vai trazer muitos benefícios. “Essa implantação faz parte da nossa estratégia de modernização em prol da prevenção e melhoria da qualidade de vida, um dos pilares do Grupo, que visa aperfeiçoar o atendimento a nossa comunidade”, comemora.

O sistema da PBSF inclui monitoramento remoto, exame neurológico, neuroimagem e neuroproteção (hipotermia terapêutica). Além dos equipamentos para a implantação da UTI Neonatal Neurológica no São Cristóvão, foram discutidos protocolos e realizados treinamentos com toda a equipe.

 

Sobre o Grupo São Cristóvão Saúde

 Administrado pela Associação de Beneficência e Filantropia São Cristóvão, o Grupo São Cristóvão Saúde é constituído pelas seguintes Unidades de Negócio: Hospital e Maternidade Geral, Plano de Saúde, 4 Unidades Ambulatoriais, Filantropia, Centro de Atenção Integra à Saúde (CAIS), Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP) e Hotel Recanto São Cristóvão, localizado em Campos do Jordão. Tradicional no atendimento à saúde, a Instituição completou 107 anos em 2018, e vem promovendo uma grande modernização, através da gestão administrativa dirigida pelo CEO/ Presidente, Engº Valdir Pereira Ventura, em sua estrutura física e tecnológica, investindo em equipamentos, certificações e profissionais qualificados.

Atualmente, o Hospital e a Maternidade aumentaram a capacidade de internação passando de 171 para 258 leitos, além das 4 Unidades dos Centros Ambulatoriais e o Centro de Atenção Integral à Saúde que realizam, diariamente, milhares de consultas, proporcionando qualidade assistencial as 120 mil vidas do Plano de Saúde.

 

Sobre a PBSF

A PBSF (Protecting Brains & Saving Futures – Protegendo Cérebros, Salvando Futuros) é formada por grupo de profissionais neonatologistas preocupados com o alto número de bebês que correm o risco de viver com sequelas neurológicas importantes após insultos no período neonatal.

“Além do impacto social, não podemos deixar de avaliar o impacto econômico, devido aos custos que serão gerados para a família e para o estado durante toda a vida desse paciente. Costumo dizer que uma criança saudável precisa apenas de um pediatra e de raras internações. Já um bebê com lesões vai precisar de abordagem multidisciplinar envolvendo pediatra, neurologista, cirurgião, ortopedista, otorrino, oftalmo, fisioterapeuta, fonoaudiologista, dentista, terapeuta, medicamentos especiais e internações frequentes”, diz Dr. Gabriel.

Segundo ele, o cenário atual envolvendo pacientes de alto risco para lesão cerebral envolvem cerca de 40 casos por hora, no Brasil.

 



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