Dasa acelera novos testes genéticos em parceria com universidades públicas
Por: Bowler Comunicação - 20/09/2019

Iniciativa fomenta o desenvolvimento de pesquisas, que trazem benefícios diretos para os pacientes, além de testar exames e testes, antes de incorporar no portfólio dos laboratórios

 

São Paulo, setembro 2019 – Um dos pilares da Dasa, líder em medicina diagnóstica no Brasil e maior empresa do setor na América Latina, é a excelência médica. Como um todo, o setor tem ganhado maturidade e o relacionamento do mercado com a academia, sobretudo em momentos de crise, é importante. “Nossa interação com as universidades tem múltiplos targets: o fomento ao desenvolvimento de pesquisas, o estreitamento do relacionamento com a academia, a possibilidade de apresentação ao mercado  das principais inovações em medicina diagnóstica, sobretudo em genômica, a incorporação das novas soluções em tempo real e, por último, mas não menos importante, a atualização científica de nosso corpo clínico”, explica Emerson Gasparetto, vice-presidente da área médica da Dasa. 

Os recentes investimentos da Dasa em parcerias com universidades públicas começam a dar resultados: boa parte dos estudos em andamento agregam informações moleculares e genéticas aos dados de pesquisas clínicas e laboratoriais dos pacientes. “É a nossa possibilidade de validar exames e testes com achados satisfatórios, antes da incorporação na rede de laboratórios”, afirma Gustavo Campana, diretor médico da Dasa.

Iniciativas em validação com a academia

Caracterização genética de crianças e jovens brasileiros com lúpus: Estudo prospectivo, com 400 pacientes com lúpus eritematoso sistêmico juvenil (LESJ), em andamento com a equipe de reumatopediatria do Instituto da Criança e do Adolescente, da FMUSP, que coordena o Grupo Brasileiro de Crianças e Adolescentes com Lúpus Eritematoso Sistêmico Pediátrico, o Brazilian Childhood-SLE Group (BRAC-SLE) – grupo nacional que envolve 27 serviços de reumatopediatria no país. O LESJ é uma doença autoimune e acompanhar sua evolução pode ser essencial para evitar danos aos órgãos acometidos pela doença. O objetivo do projeto é, então, identificar características genéticas de um subgrupo de 400 pacientes com até 6 meses de diagnóstico de LESJ, seguindo os critérios adotado pelo Colégio Americano de Reumatologia, participantes do BRAC-SLE, e agregar as informações ao banco de dados clínicos e laboratoriais do projeto, cuja interface na Dasa é feita pela assessoria científica Danieli Andrade. Serão avaliados os perfis de anticorpos (FAN, anti-DNA, anti-SM, anti-Ro/SSA, anti-La/SSB, anti-RNP, anti-cardiolipina, anticoagulante lúpico, anti-B2 glicoproteína 1) de 400 indivíduos, perfil lipídico (colesterol total, frações e triglicérides) dos mesmos 400 participantes e realizar a análise do exoma de lactentes e pré-escolares (60 pacientes). “O grande benefício desse trabalho será reconhecer perfis de anticorpos e lipídicos e caracterizar aspectos clínicos de LESJ com alterações genéticas e a relação com dislipidemias e lúpus monogênico”, explica Clóvis Almeida, livre docente do departamento de pediatria da FMUSP. O estudo está em aprovação nos Comitês de Ética das Instituições envolvidas e os pacientes serão acompanhados a cada 6 meses, por 10 anos consecutivos.

Estudo do microbioma intestinal em pacientes com lipodistrofia generalizada congênita: Trata-se de estudo transversal, multicêntrico, com 25 pacientes entre 4 e 40 anos, com diagnóstico de Lipodistrofia Generalizada Congênita (LGC) em seguimento pelo Grupo Brasileiro para Estudo das Lipodistrofias Herdadas e Adquiridas (BRAZLIPO), conduzido em parceria com a Universidade Federal do Ceará. A LGC ou Síndrome de Berardinelli-Seip é uma doença rara, hereditária, caracterizada pela ausência de tecido adiposo corporal, hipoleptinemia e resistência à insulina grave e seu diagnóstico envolve critérios clínicos e moleculares (mutações nos genes AGPAT2 ou BSCL2). O trabalho tem como objetivo descrever o microbioma intestinal em pacientes com LGC e compará-lo com o de familiares não-portadores de lipodistrofia. Está no escopo, ainda, associar o perfil do microbioma de LGC com hábitos de dieta dos pacientes e analisar a associação entre microbioma e resistência à insulina, controle glicêmico, hipoleptinemia, hipertrigliceridemia e inflamação sistêmica em pacientes com LGC. “O estudo está em fase de recrutamento e coleta de dados (sequenciamento genético dos pacientes e familiares) e a previsão de conclusão desta etapa é dezembro de 2019. A análise dos dados ocorrerá nos meses de janeiro/fevereiro de 2020”, conta Renan Magalhães Montenegro Júnior, professor da UFC. A interface na Dasa é a diretora médica regional, Maria Helane Gurgel e a viabilização do projeto se deu por meio de uma parceria com a Neoprospecta, empresa de Santa Catarina desenvolvedora do teste de microbioma. A publicação dos resultados está prevista para março de 2020. 

Sobre a Dasa

A Dasa é líder em medicina diagnóstica no Brasil, maior empresa do setor na América Latina – atua no Brasil e na Argentina – e 5ª maior no mundo, com foco em análises clínicas, diagnóstico por imagem e medicina genômica. A companhia conta com um time de mais de 20 mil colaboradores e aproximadamente 2 mil médicos, renomados no Brasil e no exterior, que atuam em uma rede robusta e capilarizada de cuidados com a saúde em todo o país. Por meio de suas mais de 40 marcas e mais de 800 laboratórios – como Delboni Auriemo, Lavoisier Diagnósticos, Alta Excelência Diagnóstica, SalomãoZoppi Diagnósticos, Sérgio Franco, CDPI, Lâmina, Bronstein, Frischmann, entre outros –, a Dasa dá acesso a 5 mil tipos de testes e realiza mais de 250 milhões de exames por ano.

Considerado hoje um dos mais importantes players de Saúde, a Dasa se encontra em uma posição estratégica para realizar e acelerar a visão de futuro e transformar a saúde com uma visão agregadora, humana, eficiente e fortemente inovadora, orientado para a medicina absolutamente personalizada, individualizada e de precisão. Alguns alicerces viabilizam sua vantagem competitiva: o corpo clínico e científico altamente qualificado; o uso da tecnologia aplicada aos dados, a capilaridade e o modelo de gestão. Nesse sentido, a companhia trabalha para criar valor para toda a cadeia por meio da promoção de conexões inteligentes para a saúde.

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