No Dia do Médico exemplo de que a medicina pode ir além do consultório
Por: Ai5 Comunicação e Estratégia - 16/10/2019

Médica aprende libras para humanizar atendimento a pacientes com deficiência auditiva

Paloma Solano

Entender a necessidade do próximo. Percebê-lo como cidadão, pessoa e paciente. É para dedicar atenção completa ao outro que a médica Paloma Solano, que tem formação e Especialização em Clínica Médica e pratica Medicina Humanizada muito antes do conceito virar tendência, tem destinado tempo para aprender e ensinar a outros médicos a Língua Brasileira de Sinais (Libras). A cada 15 dias ela surpreende pacientes, seguidores e colegas com lives no Instagram sobre diversos temas da medicina, todas acompanhadas por um intérprete de libras. A cada participação, demonstra a preocupação em atender de forma diferenciada o paciente com deficiência auditiva e que se expressa por libras.

Eu sempre me interessei pela linguagem de sinais e identifiquei que era uma necessidade aprender libras para fazer diferença no atendimento aos meus pacientes, e quero aprender cada vez mais” explica a médica, afirmando que a pessoa com deficiência auditiva geralmente precisa levar um intérprete na consulta médica, o que dificulta a descrição dos sintomas pelo próprio paciente. “Se o profissional que vai atendê-lo entender libras, poderá fazer a diferença no diagnóstico exato dos sintomas e será possível oferecer um tratamento mais eficiente. Esse é apenas o ganho prático obtido com a inserção da linguagem de sinais nos atendimentos, mas a empatia da troca, a autoestima elevada pela independência e a confiança no profissional, são resultados que trazem uma gratificação sem fim na evolução dessa relação entre médico e paciente”, atesta Paloma.

A OMS estima que mais de 460 milhões de pessoas sofram com problemas auditivos em todo o mundo. No Brasil, este número já alcançava os 28 milhões no último levantamento (2011), representando quase 15% dos brasileiros. A preocupação é que este índice é crescente, com o envelhecimento da população, embora a deficiência auditiva não se limite a acometer a terceira idade, pois os dados demonstram aumento nos casos diagnosticados também entre os jovens, envolvendo desde problemas não identificados no nascimento, quanto doenças não controladas e exposição excessiva ao som. O fato é, seja qual for o motivo que levou essas pessoas à condição de perda auditiva, são cidadãos mais do que representativos para continuarem sendo tratados como números e exceção. É preciso introduzi-los de forma significativa na sociedade e, seu atendimento médico de forma humanizada e independente é um dos passos mais importantes para isso.

Essa é uma das frentes de trabalho da médica Paloma Solano, que se dedica a fazer seus atendimentos através de um movimento de interesse mundial chamado Slow Medicine, que visa a boa prática de uma medicina sem pressa, baseada em 3 pilares: justiça, sobriedade e respeito. Reconhecendo o outro como legítimo cidadão de direitos e minimizando as diferenças, Paloma acredita que potencializa os resultados de promoção da saúde. “A saúde é direito de todos e dever do Estado. Eu faço atendimento pelo SUS e através do meu consultório. Recebo e avalio os pacientes com a mesma dedicação. Temos que entender o problema do outro, porque muitas vezes o paciente só precisa ser ouvido com atenção. O médico tem que avaliar corpo e mente, por completo” afirma Solano. O atendimento humanizado justamente tem a premissa de ser um atendimento global, que envolve desde a consulta, o encaminhamento para exames, o diagnóstico, o tratamento e o pós-atendimento, respeitando a condição de cada paciente em todas as etapas, garantindo assim um dos princípios do Slow Medicine, que fundamenta o direito de todos ao acesso à medicina de qualidade.

Para a médica, a concepção de saúde que não se reduz à ausência de doença, mas a uma vida com qualidade onde as pessoas possam ter acesso à prevenção, cuidados, proteção, tratamento e recuperação de formas adequadas. “Muitos são os desafios que um profissional da saúde tem que enfrentar diariamente na defesa da vida, e ampliar esse conceito para garantir cuidado e atenção ao paciente é gratificante” conclui Paloma.

SERVIÇO:

Dia do Médico – 18 de outubro

Paloma Solano – Médica, Especialista em Atendimento Humanizado

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