Visão ganha mais cobertura de convênios
Por: LDC Comunicação - 09/01/2018

Nova cobertura pode reduzir o transplante de córnea no país, além da perda da visão por diabetes e outras doenças na retina.

 

A atualização da cobertura obrigatória dos convênios médicos que acaba de ser publicada pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) inclui três procedimentos que fazem grande diferença para a saúde ocular do brasileiro. Um deles é o crosslinking. De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier, primeiro hospital oftalmológico do Hemisfério Sul, evidências científicas mostram que esta terapia é a única capaz de interromper a evolução do ceratocone. “A doença geralmente surge na juventude, afina e deforma a córnea. No Brasil ainda é a maior causa de transplante de córnea e quando não recebe o tratamento adequado pode se tornar uma doença bastante limitante” afirma o especialista.

Prova da relação entre o ceratocone e o transplante é a diminuição do número de brasileiros que precisou passar por este tipo de procedimento conforme os registros anuais ABTO (Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos) desde que o crosslinking passou a ser aplicado no país. Queiroz Neto afirma que isso só foi possível porque a terapia barra a  deformação da córnea, aumentando sua resistência em até três vezes. É um procedimento ambulatorial realizado com anestesia local em que o cirurgião aplica na superfície da córnea vitamina B2 (riboflavina), associada à radiação ultravioleta. Para o especialista os registros da ABTO só não foram mais positivos porque muitos adiaram o tratamento por causa da crise econômica. Resultado: Os dois últimos registros anuais mostram aumento dos transplantes.

12% temem o tratamento, diz pesquisa

Outro problema encontrado em uma pesquisa conduzida por Queiroz Neto com 315 portadores de ceratocone é o medo do procedimento revelado por 12% dos participantes. O especialista afirma que o tratamento é bastante seguro, além de interromper a evolução do ceratocone em 90% dos casos. Ele estima que entre os pacientes atendidos cerca de 4 em cada 10 também experimentam melhora da visão.

“Passar por transplante tem riscos maiores. Por isso, prevenir ainda é o melhor remédio”, afirma.

Barreiras à perda irreversível da visão

Queiroz Neto ressalta que as outras duas novas terapias no rol de procedimentos dos convênios são indicadas no diagnóstico e tratamento de alterações no polo posterior do globo ocular que estão em alta no Brasil por causa do envelhecimento da população. Uma delas é a injeção intraocular com antiangiogênicos um tipo de medicação mais bem tolerada e menos tóxica que a quimioterapia e a radioterapia. É indicada para tratar retinopatia diabética que aumenta em 26 vezes o risco de cegueira entre diabéticos, degeneração macular e outras alterações vasculares no fundo do olho. Apesar da perda da visão central que caracteriza a degeneração macular ser irreversível o especialista afirma que o bom acompanhamento médico permite administrar melhor os fatores de risco.

A outra terapia, destaca, é a OCT (Tomografia de Coerência Óptica), exame que permite a visualização detalhada da retina e do disco óptico. “É uma tecnologia fundamental para o bom acompanhamento do glaucoma, alterações na retina e nervo óptico”, afirma.  Só é efetiva, ressalta, quando o paciente está livre da catarata que impede a visualização do fundo do olho.

 

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