Ação contra as infecções
Por: - 28/05/2011
No Pavilhão Branco, rua F/G, estande 103/104, os visitantes da Feira Hospitalar 2011 poderão conferir de perto o que diversos estudos pelo mundo têm enfatizado: a eficácia do cobre no combate a bactérias resistentes a antibióticos, causadoras das temidas infecções hospitalares. Este será o tema do trabalho a ser apresentado pelo Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre Brasil) na edição 2011 da mostra. O objetivo do entidade é sensibilizar organizações de saúde em relação aos benefícios do uso do material em ambulatórios ou hospitais do Brasil. Testes-piloto em equipamentos e móveis hospitalares já foram realizados em oito centros de saúde nos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Japão e Chile e comprovam que o cobre, aplicado em superfícies de alto contato manual, pode ser um importante aliado no combate às infecções hospitalares. Os estudos apontaram que o uso do material reduz em até 85% a presença dos microorganismos causadores. Batalha silenciosa Segundo o Procobre Brasil, a média de pacientes que contraem infecção após procedimentos cirúrgicos ou internações é de 45 mil óbitos anuais em 12 milhões de atendimentos. Além disso, dados do Ministério da Saúde brasileiro mostram que entre 13% e 15% dos pacientes internados adquirem algum tipo de infecção durante a hospitalização. Nos EUA, cerca de 2 milhões de americanos são atingidos anualmente, sendo que 100 mil morrem em decorrência das infecções, custando aos cofres públicos prejuízos de cerca de US$ 30 bilhões. Com esse montante e os leitos ocupados pelas vítimas, muitos problemas do sistema público de saúde, entre eles a falta de leitos, seriam minimizados. Cobre em ação Uma transmissão ao vivo pela Internet para profissionais de controle de infecções de todo o mundo, realizada no início de abril pela Universidade de Southampton, no Reino Unido, mostrou o papel do cobre para a redução da propagação de microorganismos resistentes aos antibióticos nos instituições de saúde. Vinculado ao Dia Mundial de Saúde, o experimento, denominado ?Resistência aos antimicrobianos e sua propagação global?, foi feito no laboratório da Universidade, utilizando tecnologia de ponta, chamada microscopia fluorescente, onde foi demonstrada a ação do cobre na erradicação da bactéria MRSA, conhecida pela resistência a antibióticos. A ação do cobre eliminou o microorganismo em questão de minutos. A apresentação supreendeu microbiólogos e médicos do mundo todo, que puderam também observar que milhares de bactérias morrem rapidamente em contato com o cobre, porém, continuam vivas em contato com o aço inox: material usado comumente nos hospitais, mas carente de eficácia antimicrobiana. O Professor Bill Keevil, diretor de Saúde Ambiental da Universidade de Southampton e líder do experimento, explicou a importância do resultado: ?As bactérias como a MRSA podem sobreviver em superfícies correntes como maçanetas de portas, torneiras e corrimãos durante dias, até meses, e são transmitidas pelas mãos, espalhando-se para outras superfícies ou outros pacientes. Conforme se tornam mais resistentes, os medicamentos para tratar as infecções que causam vão perdendo sua eficácia, de maneira que devemos fazer todo o possível por evitar a sua propagação. O cobre é um antimicrobiano de grande poder que, de forma rápida e contínua, reduz o número de bactérias ao contato com a sua superfície. Temos demonstrado isso aqui no laboratório e também em ambientes clínicos muito concorridos como parte de um conjunto de procedimentos de controle das infecções?. Sobre o Procobre Brasil O Instituto é ligado à International Copper Association, Ltd. (ICA), principal organização para promover o uso do cobre em todo o mundo. Com sede em Nova York, o ICA conta com escritórios regionais em Bruxelas, Santiago, Nova York e Singapura. Seus programas e iniciativas são executados em mais de 50 países por meio de seus escritórios regionais e 31 centros de promoção do cobre.
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