Realizada no início do mês na capital paulista, a Expo Enfermagem apresentou tendências, soluções tecnológicas de última geração para monitoramento e melhoria de procedimentos, além de inovações para o dia a dia de profissionais que estão longe de serem apenas coadjuvantes nos cuidados com a saúde.
De fato, a área de enfermagem é cada vez mais atuante e presente na recuperação efetiva do paciente e no desempenho do hospital enquanto empresa.
Nos quatro dias de evento, profissionais de todas as partes do País, administradores e médicos puderam se interrelacionar, propor e discutir ideias para os avanços necessários ao aprimoramento da qualidade.
Também aproximou os profissionais dos fabricantes de produtos médico-hospitalares. Cerca de 70 expositores tiveram a oportunidade de mostrar suas inovações, equipamentos e serviços e trocar informações diretamente com enfermeiros, técnicos, auxiliares e corpo clínico. Foi um momento ideal para obter feedback e ampliar relacionamento com aqueles que realmente utilizam os itens dentro dos estabelecimentos de saúde e estão aptos para avaliar na prática a sua importância e diferenciais.
Em debateEntre os eventos realizados paralelamente à feira, destaque para o 2o Fórum de Enfermagem do Coren-SP e o 1o Fórum Brasileiro de Medicina da AMB, nos quais foram apresentadas palestras com temas em discussão no Brasil e no mundo. Entre eles , a ?Simulação Realística?, exposto por Eliana Escudeiro, enfermeira e pesquisadora da Universidade de Chile, que destacou a importância da qualidade da aprendizagem clínica na melhoria da segurança do paciente e em sua recuperação.
A especialidade é considerada um dos mais avançados métodos de treinamento em ambiente hospitalar. Apoiada por alta tecnologia, que reproduz através de cenários clínicos experiências da vida real, objetiva a garantia de processos mais seguros de assistência. Capacita os profissionais em todo o ciclo de atendimento ao paciente: a chegada, procedimentos, resultados, relação com familiares e equipe médica. No Brasil, entidades de referência como o Albert Einstein criaram centros de treinamento em simulação realística para melhor preparo e aprimoramento de seus colaboradores.
Outro tema bem discutido referiu-se à segurança do enfermeiro durante os procedimentos. Ana Lúcia Firmino, representante da Federação Nacional dos Enfermeiros e do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo destacou o assunto. ?Não podemos falar em boas práticas sem tratar de melhores condições de trabalho. Temos que lutar por uma estrutura física que facilite o atendimento. Não aceitamos que uma categoria toda seja responsabilizada pelos erros que poucos cometem. Somos hoje 450.000 trabalhadores no Estado de São Paulo e 1,5 milhão no Brasil.?
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