Cuidados intensificados
Por: Redação - Revista Hosp - 11/08/2011

Centro cirúrgico e UTI demandam monitoramento constante, que deve partir da segurança do paciente e do próprio corpo clínico ao monitoramento de indicadores e upgrade de equipamentos. Áreas são consideradas as mais sensíveis do atendimento

Na saúde não pode haver falhas. Se ocorrerem, fica em risco a recuperação do paciente e consequentemente a imagem da instituição. E a premissa se torna ainda mais verdadeira quando se pensa nos ambientes que, junto com o pronto-socorro, tem o nível de atenção mais crítico. São neles que a interação eficaz entre equipe clínica e seus conhecimentos, tecnologias de última geração e acompanhamento incessante do paciente significam a diferença vital entre um resultado positivo ou negativo.

Seguindo nessa máxima, entidades de referência mostram que investimentos pontuais, mas essenciais, trazem resultados, se não imediatos para entidade, imprescindíveis para pontuar positivamente na recuperação do paciente, para quem cada recurso, tecnologia, novo procedimento, ferramentas modernas de segurança ou monitoramento de sinais vitais pode significar a diferença entre vida ou óbito.

Apenas como exemplo, o Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo finalizou recentemente a ampliação de uma ala de UTIs neurológicas, investindo para isso R$ 7,2 milhões. Com o retrofit, as unidades já são consideradas as maiores do Brasil. Mas o que chama mais a atenção são dados divulgados pela própria entidade, os quais enfatizam que, quando tratado em UTI específica, o paciente tem uma recuperação muito mais rápida. Além disso, reduz-se em 25% o número de óbitos e há um menor comprometimento da saúde em geral. Isso porque a assistência é prestada por profissionais especializados, com recursos tecnológicos apropriados. “Investir em uma UTI neurológica é diminuir o número de mortes e anular o surgimento de sequelas no sistema motor”, explica a Viviane Veiga, médica coordenadora da ala. A Beneficência é o estabelecimento com maior experiência no uso do Licox no Brasil, um cateter específico para monitoração neurológica de casos graves, permitindo a detecção da pressão e oximetria cerebrais.

Vale ressaltar que, do total de leitos, quatro são de isolamento para atender casos de H1N1, por exemplo. A unidade também tem atendimento diferenciado para vítimas de AVCI. Conceitos de humanização e hotelaria hospitalar, comprovadamente fundamentais na recuperação, também não ficaram de fora. A ala preserva o acolhimento. Os espaços são individuais, com 9 m2 cada e estão dispostos em ambientes claro e arejado, com janelas, equipamentos com telas de LCD e relógios, diferenciais estes que contribuem para a redução de casos de delírio entre os pacientes, quadro tido como responsável pelo aumento da morbimortalidade. “Todos os profissionais são treinados para manipular os equipamentos de forma correta”.

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