Da segurança do paciente às boas práticas de esterilização e cuidados
Por: Redação - Revista Hosp - 11/08/2011

Em sua décima edição, o Congresso Brasileiro de Enfermagem em Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização abordou temas diferenciados como avanços na área de cirurgia robótica e o papel do enfermeiro, ferramentas para maior controle no processamento de artigos, desafios e competências do profissional do bloco operatório, qualidade dos serviços; normas, condutas e novas tecnologias. O maior destaque ficou por conta dos cuidados com a segurança do paciente e as boas práticas da esterilização, ambos fundamentais em todos os resultados de tratamentos.

Palestras O Congresso registrou a presença de mais de 2.500 profissionais, que puderam acompanhar cerca de 40 apresentações, além de uma mostra de tecnologias, produtos e serviços.

Durante todas as palestras a formação do profissional foi um dos temas recorrentes. Janete Akamine, presidente da Sobecc, entidade organizadora do evento, ressaltou que as atribuições enfermeiro cirúrgico envolvem as atividades de gerenciar, cuidar, ensinar e pesquisar para adquirir o conhecimento detalhado das ações. “Para diminuir o número de erros é preciso desenvolver o aprimoramento e o aprendizado constante, formando assim a competência técnica e consciência crítica. Além disso, o profissional deve se atualizar a respeito de novos equipamentos e exigências sociais”.

Nesse sentido, Cláudio Alves Porto, presidente do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), enfatizou a necessidade imperativa das instituições brasileiras de ensino de enfermagem em abordar com mais ênfase as questões. “Torna-se urgente a inclusão de conteúdos que construam competências específicas para enfermeiros da área, mesmo que básicas”.

Entre as apresentações, a de Maria Angélica Sorgini Peterlini, professora adjunta da Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), abordou a qualidade dos serviços e seu impacto para o paciente. Nas palavras da própria docente, o foco maior deve estar na ?segurança da saúde?, pois é ela que se deve preservar. “As ações da equipe médica colaboram para a boa assistência e amenização de erros dentro do centro cirúrgico. Devemos redesenhar o sistema de uma forma eficaz, reorganizando as atividades profissionais internas e de gestão. Várias pesquisas apontam, por exemplo, que o profissional que trabalha oito horas seguidas está propenso a cometer erros, e para os que estão há mais de doze horas é certeza.” A apresentação e apontamentos da palestra da docente são o resultado de um apanhado de pesquisas da própria Unifesp, literaturas internacionais e base de dados de estudos sobre a Segurança do Paciente e a Terapia Medicamentosa.

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