Entre as tendências e estratégias
Por: Redação - revista HOSP -
28/05/2011
Por muitos anos, a área de marketing foi relegada a segundo plano no segmento de saúde, sendo considerada por muitos um vilão e até certo ponto uma atividade que colidia com as questões éticas, já que não se queria fazer propaganda que contemplasse um momento tão delicado dos clientes, como é a busca por serviços médicos. Algumas restrições na legislação e este preconceito ético por parte de gestores fizeram com que esse tema ficasse praticamente abandonado. Vencidas muitas dessas barreiras e com o aumento da concorrência, o aparecimento de novas tecnologias e o fato de cada vez mais as entidades terem um maior foco no cliente, as estratégias de divulgação nessa área passaram a ser essenciais dentro do objetivo de proporcionar satisfação e fidelização do usuário.
Para o professor Anselmo Carrera Maia, do curso de especialização em Administração Hospitalar do Centro Universitário São Camilo, muitos hospitais acabaram perdendo sua expressão junto ao público devido à falta de visão dos dirigentes. ?Hoje é consenso que as instituições não podem se restringir apenas à produção de serviços e à busca de novos clientes. É necessário estar constantemente agindo com o objetivo de encantar o público-alvo a cada dia?, destaca.
Por dentro dos estabelecimentos a situação realmente parece corresponder aos novos anseios e necessidades. Marcos Henrique Pereira, diretor comercial do Centro de Combate ao Câncer, localizado na capital paulista, aponta que a complexidade do setor de saúde e seu código de ética devem também pautar o planejamento de marketing de uma instituição. ?As opções precisam considerar a contribuição que a empresa agrega à sociedade, tal como a excelência assistencial e a qualidade e dignidade no atendimento, além do cuidado com os colaboradores e a gestão de recursos?, afirma. (Leia a matéria na íntegra na edição de Maio)