21/02/2008
Comprimido para tratamento de câncer de mama chega ao Brasil
Tykerb® acaba de ter o preço aprovado pela Anvisa e já pode ser usado pelas pacientes brasileiras
A GlaxoSmithKline Oncologia traz para o Brasil uma opção de tratamento via oral para câncer de mama avançado ou metastático. O Tykerb® (ditosilato de lapatinibe), lançado nos EUA em março de 2007, acaba de ser liberado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) da Anvisa, e já pode ser encontrado no mercado brasileiro. Trata-se de uma terapia alvo-dirigida que ataca diretamente as células cancerosas, impedindo sua proliferação. O medicamento deve ser utilizado em combinação com Xeloda® (capecitabina), tipo de quimioterápico também oral, nas pacientes que tiveram progressão da doença, com o uso de Herceptin® (trastuzumabe).
Pesquisas realizadas com Tykerb® mostraram que o mesmo, em combinação com Xeloda®, interferiu no tempo para a doença progredir em oito meses e meio, em média, ou seja, o dobro do tempo se comparado ao tratamento que usava apenas a capecitabina sem a combinação com o ditosilato de lapatinibe (Tykerb®). Até hoje, após o uso de Herceptin® combinado a um quimioterápico, a única solução era variar as combinações e aguardar o resultado.
"Uma das principais vantagens de Tykerb® é possibilitar a melhora da qualidade de vida das pacientes, que podem fazer uso da medicação por via oral, fora do ambiente hospitalar, em sua própria casa e, desta forma, ficar mais tempo com seus familiares. Além disso, o medicamento tem menor risco de toxicidade sobre outros órgãos, como o coração, e, por ser uma terapia alvo-dirigida, apresenta pouca ação nas células não cancerosas, ocasionando menos efeitos colaterais se comparada aos quimioterápicos habitualmente usados contra o câncer de mama", afirma Císio Brandão, médico oncologista e gerente médico da GSK Oncologia, que acredita que o futuro para o tratamento do câncer de mama está na terapia alvo-dirigida.
Num primeiro momento, o Tykerb®, que somente poderá ser adquirido mediante prescrição médica, encontra-se nas principais clínicas voltadas para o tratamento oncológico, sendo fornecido também pelas distribuidoras especializadas.
A GlaxoSmithKline Oncologia tem conhecimento da nova regra para as vendas governamentais, que estabelece um coeficiente de desconto de 24,69% sobre o preço de fábrica, o Coeficiente de Adequação de Preços (CAP). Sendo assim, já foram iniciadas as conversas de forma a incorporar essa alternativa terapêutica no hall dos procedimentos reembolsáveis pelo Ministério da Saúde.
Aproximadamente de 10% a 30% dos cânceres de mama causam metástases cerebrais - disseminações para o cérebro que aumentam as complicações e o risco de mortalidade precoce. As metástases cerebrais são o segundo tipo mais comum de metástase devido à doença. Dados preliminares com Tykerb® mostram que o novo medicamento previne e trata estas ocorrências. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), cerca de 48 mil mulheres desenvolvem o câncer de mama a cada ano. Outros dados do INCA mostram que, em 25 anos, a taxa de mortalidade do tumor aumentou 38,62%, o que faz do câncer de mama seja o tumor específico da mulher que mais mata.
Estudos brasileiros: Já há vários estudos em curso com Tykerb® no Brasil. A estimativa é de que, até o final do ano, sejam quase uma dezena deles, beneficiando mais de 200 pacientes. Entre as pesquisas em andamento, está a coordenada pelo oncologista Eduardo Côrtes, da Faculdade de Medicina e do Hospital Universitário da UFRJ, que objetiva descobrir formas de potencializar o índice de cura após a cirurgia.
A análise seguirá parâmetros internacionais e será comparada aos estudos que estão em andamento na Inglaterra, França e Estados Unidos. Já há pesquisas que sugerem que Tykerb® é o primeiro medicamento capaz de tratar metástases cerebrais, uma das reincidências mais difíceis de serem tratadas após um câncer de mama. "Queremos verificar como ele age no tratamento dessas e de outras metástases", explica Côrtes.
Mais informações:
Glaxosmithkline
Telefone: 0800 701 2233
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Fonte: Approach Gestão da Informação
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