08/12/2008
Saúde no Brasil já pode contar com teste rápido e seguro que detecta HIV pela saliva
Método promete frear a disseminação e dar mais qualidade de vida aos soropositivos diagnosticados precocemente
Chegou ao mercado de saude o novo teste de saliva que acusa rapidamente a presença de anticorpos produzidos pelo organismo para combater o vírus HIV. O novo método promete frear a disseminação e dar mais qualidade de vida aos soropositivos diagnosticados precocemente.
Uma amostra do fluido oral colhido com uma espécie de pazinha plástica detecta depressa com mais de 99% de eficácia a presença de anticorpos do HIV-1 e do HIV-2 produzidos pelo organismo para combater o vírus que pode desencadear a Aids. Para saber o resultado, o coletor com a saliva é mergulhado num frasco contendo uma solução reveladora. Fora do tubo, fica a outra extremidade da paleta com mostrador de leitura visual. Depois de 20 minutos, é negativo se aparece apenas uma linha vermelha na "janelinha" ou positivo se forem duas linhas vermelhas. A simplicidade é similar a um teste de gravidez de farmácia.
Inovador e não invasivo, o OraQuick, foi desenvolvido pela americana OraSure Technologies para o paciente, numa só visita médica, obter o resultado, receber aconselhamento e, caso tenha resultado positivo, sair com consultas de acompanhamento marcadas.
A reposta quase instantânea reduz a angústia dos examinados. O método rápido e indolor também contribui muito para a prevenção do feto durante a gestação. A transmissão de mãe para filho pode ser evitada em quase 100% dos casos, quando descoberta em tempo a contaminação da grávida. A rapidez do resultado é crucial para a melhoria qualidade de vida dos afetados em geral, pois recebem acompanhamento antes de desenvolverem a doença. Outra vantagem é frear a disseminação do vírus.
No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, dos quatro milhões de testes convencionais para detecção de HIV realizados anualmente, cerca de 30% dos pacientes não voltam para receber os diagnósticos, o que dificulta o combate à epidemia. Neste grupo, estão viajantes, caminhoneiros e profissionais do sexo. O medo da doença e da discriminação, aliado à dificuldade de acesso ao serviço mais ao tempo de espera pela conclusão dos exames tradicionais, desestimulam as pessoas a conhecer seu real estado de saúde.
O OraQuick, que já foi testado e aprovado pela Anvisa, FDA (Food and Drug Administration, o orgão governamental dos EUA) e CE (Comunidade Européia), começa a ser utilizado, em alguns estados do país, estritamente nos centros de saúde, hospitais, clínicas e laboratórios. O kit não estará à venda nas farmácias. Especialistas acreditam que é necessária a presença de um técnico treinado para interpretá-lo e de um serviço de pré e pós aconselhamento. O teste é indicado para quem compartilhou agulhas, fez sexo desprotegido ou esteve exposto a qualquer outra situação de risco.
Os números da Aids: O relatório "UNGASS: Resposta Brasileira à Epidemia de Aids 2005-2007" revela que 43,7% das pessoas que procuram médicos já têm deficiência imunológica grave ou apresentam quadro com sintomas da Aids. Ocorre morte no início do tratamento de doença avançada em 28,7% dos casos. O levantamento registra também que o índice de acompanhamento tardio é o mesmo registrado em países desenvolvidos com variação de 15% a 45%.
No Brasil, a região Sul tem o menor índice de início tardio, com 40,8%. Nos estados do Norte, são registrados os maiores percentuais de tratamento tardio: 50,3%.
Atualmente, calcula-se que 630 mil brasileiros sejam soropositivos e que 180 mil estejam em tratamento. Segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (Unaids), 33 milhões de pessoas vivem com HIV no mundo. Em 2007, ocorreram 2,7 milhões de novas infecções pelo vírus e dois milhões de pessoas morreram em decorrência da Aids.
Mais informações:
Bioeasy
Telefone: (31)30480008
E-mail: vendas@bioeasy.com.br
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Fonte: Ass. Imprensa OraQuick
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