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 Meio Hospitalar
17/04/2008
Líbia abre espaço para produtos médico-hospitalares do Brasil
Abimo estreita relações com o mercado líbio que anuncia grandes investimentos tanto na saúde pública, quanto na privada

A Líbia desponta como um dos novos mercados mais promissores para os fabricantes de insumos e equipamentos médico-hospitalares do Brasil, que vislumbram ampliar as cotas de exportação. Duas medidas governamentais tornaram o país árabe uma região estratégica para o setor: a abertura aos produtos importados e a nova lei que proíbe o exercício médico em instituições públicas e privadas ao mesmo tempo. Esta última decisão impulsiona a expansão de clínicas e hospitais particulares no país.

Ainda assim, a entrada no mercado líbio exige paciência e investimento. Segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo), Hely Maestrello, que participou de uma missão comercial na Líbia nos dias 8 e 9 de abril, os empresários árabes seguem as mais antigas formas de negociar: "o olho no olho". Ou seja, para conquistar clientes líbios, as empresas brasileiras precisam financiar o deslocamento de representantes e de equipamentos. "Não é só catálogo que interessa. Eles querem mesmo é ver o produto, tocar, sentir o acabamento", diz Maestrello.

Em dois dias, Maestrello efetuou 16 contatos comerciais na Líbia, em companhia do secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby. As informações mais relevantes foram obtidas durante visita a empresa Al-Saqr Al-Akhdar Medical Equipment e ao Libyan National Centre for Standardization & Metrology (órgão equivalente ao Inmetro no Brasil).

A Al-Saqr Al-Akhdar, maior distribuidora de equipamentos médicos na Líbia e representante da General Electric (GE), sinalizou interesse pelos produtos brasileiros. A companhia é uma das principais concorrentes em processos licitatórios naquele país. Para 2008, o Ministério da Saúde líbio anunciou um orçamento de US$ 800 milhões, que inclui reformas em clínicas e hospitais estatais. A iniciativa privada também começa a investir em infra-estrutura. Com a recente aprovação da legislação que divide a atividade médica nos segmentos público e privado, muitos profissionais optaram em abrir o próprio negócio.

De acordo com diretor-executivo, os produtos brasileiros atendem a todas as exigências do Libyan National Centre for Standardization & Metrology. Outro fator positivo é o custo-benefício que os artigos brasileiros oferecem em relação aos produtos de outras nacionalidades. "Observamos em uma clínica equipamentos cirúrgicos europeus, principalmente alemães e italianos, com preços altos, ao lado de mercadorias da China e da Malásia com preços e qualidade inferiores. Em ambos os casos, somos uma alternativa interessante, porque temos qualidade e preço acessível", compara Maestrello.

Para entrar no mercado árabe, a Abimo pretende estreitar as relações através de feiras e de novas missões comercias que envolvam grande número de empresas do segmento. Para 2009, a idéia é participar de uma feira de equipamentos médicos na Líbia, promovida em maio pelo Ministério da Saúde local, e atrair os líbios para a Feira Hospitalar, realizada em junho, em São Paulo (SP). "Precisamos agir rápido. Quem chegar primeiro, conquista aquele país", acredita Maestrello.



Mais informações:
Abimo
Telefone: (11) 3285-0155
E-mail: abimo@abimo.org.br

Fonte: Y2m2

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