Com foco no treinamento e em altas tecnologias
Por: Redação - Revista HOSP - 28/11/2013

Os grandes eventos esportivos que o País realizará de 2013 a 2016 trouxeram maior enfoque novamente aos setores de emergência e resgate na saúde

Isto porque, quando se fala em infraestrutura para o atendimento a demandas, está incluída a existência de hospitais em número suficiente e com atendimento adequado, principalmente para o caso de catástrofes.

Em âmbito macro, isto tem levado o governo a investir mais para qualificar as entidades principalmente localizadas nas regiões metropolitanas dos Estados, muitas das quais receberão jogos da Copa do Mundo. Por sua vez, instituições privadas também têm reforçado e aprimorado suas alas de emergência e urgência, a fim de que possam, no caso de eventos adversos de grandes proporções, colocar o seu know-how e infraestrutura à disposição.

Dessa forma, os investimentos tem se massificado em duas principais pontas: aquisição de tecnologias que permitam diagnósticos mais precisos e maior produtividade e qualificação do atendimento.

A ampliação de entidades e a aquisição de tecnologias de ponta representadas por equipamentos "inteligentes", que possibilitem diagnósticos mais assertivos, têm sido realmente estratégias importantes, já que permitem agilizar os atendimentos e torná-los cada mais precisos, o que é fundamental para reduzir filas e, claro, na recuperação dos pacientes.

Apenas para exemplificar o Ministério da Saúde tem aumentado repasses por todo o País que reforcem a rede de urgência e emergência do SUS. Recentemente anunciou mais verbas para o município de Guarulhos e cidades da região do Alto Tietê, em SP. Todos serão beneficiados com recursos da ordem de R$ 14,3 milhões que serão empregados em melhorias no sistema do Samu 192, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais. Serão implantados 107 leitos de UTI adulto e infantil, além da requalificação de outras 79, serão criados 210 leitos de cuidados prolongados e 17 leitos destinados ao tratamento do Acidente Vascular Cerebral (AVC), assim como ocorrerá a ampliação de 12 UPAs e a melhoria de dois prontos-socorros existentes.

O Hospital Pimentas Bonsucesso (Guarulhos) será um dos beneficiados. A entidade receberá custeio anual de R$ 2,4 milhões e mais R$ 3 milhões para readequação física e tecnológica. Já para o Hospital das Clinicas Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes, o valor de custeio será de R$ 3,6 milhões ao ano. Para a readequação física e tecnológica, serão destinados R$ 3 milhões.

Referência na capital paulista, o Hospital Emílio Ribas é outro exemplo de investimentos nessa área. O governo do Estado anunciou recursos de R$ 100 milhões na maior reforma e modernização da entidade em sua história. O projeto prevê a criação do dobro de leitos de UTI e aumento de mais de 50% nos leitos de internação, além de 20 vagas de terapia semi-intensiva.

A modernização inclui, ainda, toda a área clínica hospitalar, incluindo um novo centro cirúrgico e restauro do patrimônio tombado. Depois de pronto, o Emílio Ribas poderá até realizar transplantes de fígado, além de cirurgias de prótese óssea.

Há cerca de dois meses, o hospital ganhou o seu primeiro serviço de ressonância magnética, importante para o diagnóstico de doenças como meningites e encefalites, e nas indicações cirúrgicas. O investimento foi de R$ 2,3 milhões. O novo aparelho irá beneficiar os 14 mil pacientes em tratamento atualmente no hospital, com capacidade para realizar cerca de 400 exames por mês.

Na rede privada, o Samaritano é exemplo de entidades que, mesmo já sendo referência no uso de tecnologias de última geração, tem reforçado ainda mais a sua infraestrutura. O CTI da entidade foi completamente reformado, e agora conta com uma sala robótica pioneira. Todas as salas cirúrgicas têm padrão internacional e são inteligentes, com computadores que obedecem aos comandos de voz e de gesto do cirurgião e desempenham uma infinidade de atividades, como mostrar exames e vídeos, descrever procedimentos, filmar, acender e apagar luzes. O objetivo é promover maior agilidade e liberdade para os profissionais, que não precisam interromper o trabalho da equipe para pequenas demandas. Os quartos contam com monitores multicanais de ponta e únicos no Brasil, que se integram aos equipamentos conectados ao paciente e possibilitam a checagem precisa de todos os parâmetros necessários. Para possibilitar uma troca de informações clara com estrangeiros internados - uma marca do Samaritano - a ala ganhou camas com sistema de comunicação em até 24 idiomas. Também foram feitos investimentos em hotelaria hospitalar.

O CTI do Samaritano também é pioneiro no País a adotar respiradores com engate rápido, que garantem ainda mais segurança de todos na unidade. Além disso, os novos quartos obedecem ao conceito de "sala limpa" ao contarem com réguas estativas. "Um fluxo novo foi desenhado. Separamos a grande emergência, onde são atendidos casos mais graves como traumas e paradas cardiorrespiratórias, da área de média e baixa complexidade. Foi criado também um leito de isolamento para pacientes com doenças de perfil infectocontagioso de alto risco. Há também leitos com banheiro próprio, onde a privacidade de nossos pacientes fica ampliada. Mas o maior diferencial é no atendimento. A nova estrutura permitiu um atendimento mais rápido e tempo médio hoje é de oito minutos. Na nova recepção, um conceito de acolhimento e requinte lembra a entrada de um hotel de luxo, com serviços gratuitos associados como cafeteria, revistas e jornais. Possuímos ainda recepcionistas bilíngues, para atender a grande procura de pacientes estrangeiros. Dessa forma, estamos trabalhando para um resultado 15% maior em relação ao ano passado e para 2014, o foco será no aumento do número de leitos, em torno de 20%", detalha Marcus Vinicius Santos, diretor executivo do Samaritano.

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