Estruturas Funcionais, Acessíveis e Sustentáveis
Por: Redação - Revista HOSP - 16/12/2013
Projetos de arquitetura se tornam cada vez mais inteligentes, contribuindo diretamente no conforto e no melhor atendimento dos pacientes, para maior produtividade das equipes clínicas e na redução de riscos de infecções

Com o avanço da tecnologia e da questão da sustentabilidade, arquitetos, engenheiros, projetistas e outros profissionais ligados à área de construção civil na saúde vêm aplicando nos hospitais novas tendências e produtos que, juntos, estão consagrando o conceito de edifício hospitalar inteligente, contribuindo para melhorar a qualidade de vida de pacientes, equipes clínicas e demais colaboradores de uma instituição. Pisos com tratamento antifúngico, tintas especiais antimicrobianas, metais que inibem a proliferação de micro-organismos e filtros bacteriológicos já se tornaram itens certos, e mínimos, na lista de materiais. Somam-se ainda soluções de acessibilidade e outras que possibilitam maior eficiência na gestão dos recursos naturais.

A mudança de postura, que vem ganhando ainda mais força nos últimos cinco anos, encorpa os esforços contínuos dos gestores para tornar o empreendimento não só mais sustentável, mas principalmente eficiente no combate à morte por infecção hospitalar no Brasil.

Levantamento da Associação Nacional de Biossegurança (Anbio) mostra que o número de mortes por ano por conta deste tipo de contaminação é de aproximadamente 100 mil. Já o índice de infecção hospitalar oscila entre 15% e 19% das internações, percentual muito acima do registrado em países da Europa e nos Estados Unidos, onde a média é de 8%. Estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmam os números acima, mostrando que 14% dos pacientes brasileiros são vítimas desse tipo infecção.

"Os espaços de hospitais devem sempre priorizar materiais de acabamento que restrinjam o crescimento fúngico e bacteriano, atendendo rigorosamente às normas regulamentares", afirma Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech Engenharia, empresa de consultoria em sustentabilidade na construção civil. Ele cita, por exemplo, o monitoramento da temperatura e qualidade da água para evitar proliferação de bactérias como a Legionella pneumophila (que provoca, entre outras patologias, a infecção respiratória aguda).

Segundo Ferreira, no caso da eficiência na gestão dos recursos naturais, é importante que o empreendedor utilize sistemas de ar condicionado de alto desempenho do ponto de vista energético, mas que também possuam mecanismos de purificação, evitando assim a redução da qualidade sanitária. O reúso de água também deve ser considerado, porém sempre tomando cuidado quanto aos riscos da água potável e da não potável circulando dentro das prumadas do edifício. "Os empreendimentos devem atender às necessidades de seus usuários, gerando o menor impacto possível ao meio ambiente. Itens de automação ou de complexa tecnologia somente devem ser empregados se não houver uma solução de projeto arquitetônico ou outra solução que seja equivalente. Além disso, aspectos como manutenção e disponibilidade de peças de reposição sempre devem ser considerados ao se optar por um edifício com alta tecnologia", explica Ferreira.

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