Os Eleitos
Por: Revista HOSP - 25/03/2013

O mundo é digital, e todos vivemos essa realidade nos setores profissionais.

Não é diferente para o segmento de saúde. Informatização, telemedicina, teleconferências, e-health, e-saúde ou saúde digital, TISS, TICs, PACS, PEP, RES, etc., são termos de uso tão corrente que mal notamos quando houve a sua definitiva invasão nesta última década. Com eles, os hospitais experimentam em suas rotinas a adaptação de processos para o mundo eletrônico, o que traz agilidade, segurança, maiores possibilidades de compartilhamento de informações, melhor relacionamento com pacientes, fornecedores e colaboradores, entre outros benefícios.

E onde cresce a demanda, aumentam também as opções para satisfazê-la. Cientes dos avanços da informática na área médico-hospitalar, empresas de desenvolvimento de software focaram-se em criar sistemas que pudessem corresponder à nova realidade. Porém quanto mais recentes são as tecnologias, mais difícil se torna a avaliação, bem como encontrar, as melhores ferramentas e aquelas adequadas a cada caso.

No caso de sistemas de gestão hospitalar, prontuários eletrônicos de pacientes (PEPs) e sistemas de registro eletrônico de dados em saúde (RES), grande passo foi dado a partir de uma parceria entre Sociedade Brasileira de Informática em Saúde e Conselho Federal de Medicina, que criaram a certificação SBIS/CFM há alguns anos atrás, mas que agora vem consolidando a sua repercussão e benefícios. "Os objetivos principais do selo são aumentar a qualidade dos sistemas RES e PEP, bem como ampliar a segurança das informações armazenadas. Isso permitiu que o uso destas ferramentas no Brasil evoluísse e hoje há um grande número de hospitais utilizando tecnologias mais seguras e de maior qualidade. A grande vantagem é que o hospital que adquire um software certificado tem a certeza de que o produto atende a todos os requisitos do CFM. Isso é um pré-requisito legal para se ter um prontuário 100% eletrônico, ou seja, não utilizar mais o papel, alcançando o conceito de entidade digital e paperless (sem papel), por exemplo", destaca Claudio Giullliano Alves da Costa, diretor de Relações Institucionais da SBIS.

O projeto da certificação foi iniciado em 2002, com a publicação das resoluções 1638 e 1639 do CFM. Através de um convênio de cooperação técnica e científica entre as duas organizações, uma série de documentos foram elaborados. De 2002 a 2007 ocorreram diversas iniciativas e a criação de normas para a padronização, que passou a valer de fato em 2007 com a Resolução 1821, também do CFM. Apenas em 2009 foi fornecido o primeiro selo de conformidade. "Até o momento 12 sistemas já foram auditados, dentre os quais os principais e mais utilizados no Brasil. Para 2013, já há uma fila de mais 9 em processo", aponta Costa.

Diante da maior necessidade de informações nesta área, bem como de disseminação da importância dos sistemas certificados para a área de saúde, a SBIS criou uma cartilha com o intuito de facilitar o entendimento dos médicos a respeito de prontuário eletrônico, certificação digital e demais assuntos relacionados. Com uma linguagem simples e adequada para o profissional não especialista, a publicação está disponível livremente para download na página www.sbis.org.br. "A SBIS trabalha para evoluir a certificação. Está para ser publicada uma nova versão do manual técnico. Nossa recomendação é que os hospitais possam planejar de forma profissional o seu caminho em busca de um prontuário eletrônico totalmente digital. Sem um plano de implantação, o risco é muito grande, podendo levar ao fracasso", finaliza o diretor.

Conheça a seguir os sistemas que já alcançaram a certificação da SBIS/CFM, os seus diferenciais e como podem ajudar na rotina:

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