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Chega ao Brasil novo medicamento de baixa dose hormonal para alívio dos sintomas da menopausa
Por: Burson Marsteller - 01/12/2004
Chega ao mercado uma nova opção para o alívio dos sintomas do climatério: Avaden®. O medicamento ? que atende às atuais recomendações da comunidade médico-científica para a terapia hormonal (TH) ? é o primeiro tratamento de baixa dose com gestodeno, hormônio que proporciona bom controle do ciclo menstrual e protege o endométrio contra os efeitos proliferativos do estrogênio (hiperplasia e câncer). Avaden® resulta da combinação de baixas doses de gestodeno (25 mcg) com estradiol (1mg), substância similar à produzida pelo ovário feminino, prevenindo a perda de massa óssea e tratando os distúrbios da menopausa.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 37 milhões de mulheres na América Latina encontram-se na fase do climatério ? período que se estende dos 45 aos 64 anos e é caracterizado pelo déficit na produção de estrogênio pelos ovários. Somente no Brasil, o número de mulheres nessa faixa etária é de 13,5 milhões, de acordo com o IBGE (Censo 2000). Devido à redução da produção de hormônios pelo organismo, durante a menopausa ocorrem diversas alterações físicas e psíquicas. A curto prazo, os sintomas são transtornos do ciclo menstrual, fogachos (ondas de calor e rubor facial), insônia e mudanças de humor. Outros problemas, como envelhecimento da pele, secura ou atrofia vaginal, aumento de peso e disfunção sexual, aparecem a médio prazo.

"Por causa da queda do nível hormonal, as mulheres ficam suscetíveis aos sintomas da menopausa e doenças como a osteoporose. É importante que a paciente procure a orientação médica e adote uma vida mais saudável, praticando exercícios físicos e se alimentando corretamente. Além disso, nos casos em que houver necessidade pela sintomatologia, utiliza-se a terapia hormonal, sempre que possível de baixa dose", explica a ginecologista e obstetra Dra. Angela Maggio da Fonseca, professora da Faculdade de Medicina da USP.

Os componentes de Avaden® são aliados no tratamento dos problemas associados à transição da fase reprodutiva para a não-reprodutiva. O estradiol é eficaz no controle de sintomas como fogachos, sudorese, transtornos do sono e secura vaginal, além de prevenir a osteoporose, doença que atinge cerca de 30% da população feminina e cuja incidência aumenta durante a menopausa. Estudo publicado no Jornal Americano de Obstetrícia e Ginecologia, dos Estados Unidos, mostrou que o estradiol estimula a formação e fixação dos minerais nos ossos, principalmente o cálcio. Exames de densidade mineral óssea comprovaram que Avaden® previne efetivamente a perda da massa óssea relacionada à menopausa, contribuindo para a redução de fraturas nas pacientes.

Já o gestodeno proporciona bom controle do ciclo, como demonstram os resultados de uma pesquisa publicada na revista Human Reprodution, da Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia, da Inglaterra. Segundo o estudo, 80% das mulheres que tomaram baixa dose de gestodeno (25 microgramas) associado ao estradiol tiveram menstruação regular ou não sangraram.

O medicamento, produzido pela Schering do Brasil, laboratório com reconhecido pioneirismo na pesquisa e desenvolvimento de fármacos hormonais, atende às atuais recomendações para a TRH. Avaden® possui apenas 1mg de estradiol, dose recomendada para minimizar a incidência de efeitos adversos. Cada embalagem do medicamento contém 28 comprimidos, sendo 16 com estradiol (1mg) e 12 com gestodeno (25mg) e estradiol (1mg).

Na América Latina existem cerca de 243 milhões de mulheres. Desse total, cerca de 37 milhões, cifra que corresponde a 8% da população mundial, estão na fase do climatério. Atualmente, o número de mulheres na menopausa nos países em desenvolvimento oscila entre 5% e 8% da população, enquanto nos nações desenvolvidas o índice é de 15%. A estimativa é de que em 2030 o número chegue a 17% nos países em desenvolvimento.

Em 1990, havia no mundo 467 milhões de mulheres na pós-menopausa (maiores de 64 anos). Dessas, 60% viviam nos países em desenvolvimento. Em 2030, esse índice deve chegar a 1,2 bilhão de mulheres, sendo que 76% estarão nos países em desenvolvimento.

Antes da divulgação do estudo Women's Health Initiative (WHI), a taxa de aceitação da TRH na América Latina era de 6,3% (número de mulheres entre 45 e 64 anos que utilizavam alguma terapia). O Chile possuía o índice mais alto, 13%, enquanto países como Peru, Bolívia e República Dominicana apresentavam os menores índices, cerca de 3%. Em outros países da América Latina, as taxas de aceitação giravam em torno de 8% (Brasil e Venezuela), 5,8% (México), 3,5% (Colômbia) e 2,9% (Argentina).

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