Primeiro autoteste de HIV do Brasil teve mais de 32 mil unidades vendidas desde seu lançamento
Por: Palavra Ass em Comunicação - 23/10/2017
Primeiro autoteste de HIV do Brasil teve mais de 32 mil unidades vendidas desde seu lançamento
OrangeLife divulga pesquisa de consumo do ‘Action’

 

Desde junho, quando foi lançado no Brasil, o primeiro autoteste de HIV do país já teve 32.481 unidades vendidas. O Action, comercializado em farmácias por cerca de R$ 70, diagnostica anticorpos contra HIV 1/2 por punção digital. Funciona com a coleta de gotas de sangue, semelhante aos testes já existentes para medição de glicose por diabéticos. Com precisão de 99,9%, o teste já chegou a 95% do varejo farmacêutico nacional. O italiano radicado no Rio de Janeiro Marco Collovati, CEO da OrangeLife, empresa que lançou o produto, foi procurado por uma multinacional européia de produtos de limpeza e de saúde, que quer lançar o teste com a marca própria em outros países.

Na primeira pesquisa realizada pela OrangeLife sobre o perfil de consumo nas regiões Sul e Sudeste, foi constatado que o público masculino na faixa etária entre 27 e 47 anos representa 90% das vendas do Action; as mulheres somam apenas 10% dessa amostragem. Porém, pessoas de ambos os sexos de 27 a 37 anos foram as que mais adquiriram o autoteste. De acordo com Marco Collovati, além de o sexo feminino fazer exames rotineiros em laboratórios, as mulheres acham que não vão contrair HIV porque confiam em seus parceiros. Por esse motivo, são as que menos investem na compra do autoteste.

Os dados da pesquisa feita pela empresa reforça o estudo divulgado em setembro pelo jornal científico “The Lancet HIV”, que afirma ter havido um crescimento no índice do vírus HIV em pessoas com mais de 50 anos na Europa. A infecção e o diagnóstico tardios tornam o tratamento menos eficaz e, consequentemente, o risco de mortalidade aumenta. O conhecimento da doença precocemente acelera o início do tratamento e, assim, o soropositivo consegue viver sem grandes complicações.

Segundo o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde de novembro de 2016, com dados coletivos até fim de junho do ano passado, o Brasil também registrou crescimento de novos casos da doença em pessoas com mais de 50 anos, chegando a 11,8%. Marco Collovati destaca que esse acontecimento pode ter vários motivos: “Nessa faixa etária muitos casais estão se separando e acontece um aumento no número de parceiros sexuais. Acostumadas a ter relação sexual com seus parceiros fixos, as pessoas abrem mão do preservativo e acabam contraindo o HIV”. E completa: “O uso de estimulantes de ereção por homens mais velhos também é um fator que aumenta o índice de infecção, além de haver uma preocupação com a performance ao usar camisinha”, finaliza.
 

 
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