São Paulo é líder em casos de câncer de próstata
Por: EuroCom Comunicação - 08/04/2019
Urologista alerta sobre a importância do diagnóstico precoce da doença que é o segundo tipo de câncer mais comum no país



Com alta incidência no Brasil, o câncer de próstata é o segundo câncer que mais acomete a população masculina, atrás apenas dos tumores de pele. De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), apenas em 2018 foram cerca de 68 mil novos casos, sendo o Sul e o Sudeste as regiões com maior índice da doença, principalmente no estado de São Paulo, que conta com cerca de 15 mil diagnósticos. Sua taxa de mortalidade também é bastante significativa, uma vez que a cada hora 1,4 pessoas vêm a óbito. Isso se deve porque, ao contrário de outras doenças, o câncer de próstata é silencioso nas fases iniciais, se manifestando, geralmente, em estados mais avançados.

Resultado de uma multiplicação desordenada das células da próstata, esse tipo de câncer ainda não tem uma causa estabelecida, mas há alguns fatores de risco que precisam ser observados. Segundo estudos, o histórico familiar e, principalmente, a idade avançada são motivos de alerta. “Sabemos que o câncer é mais comum em homens a partir de 50 anos, pois não encontramos câncer de próstata em crianças e nem em adultos jovens. Há também a probabilidade de ser um câncer hereditário. Um índice que utilizamos é que quando já existe dois casos de câncer de próstata ou de mama na família, a chance de outro parente desenvolver o de próstata aumenta em seis vezes”, explica o Dr. Roni de Carvalho, urologista do Hospital São Luiz Itaim.

A forma mais eficiente de prevenção deste câncer é o diagnóstico precoce, responsável por 95% das chances de cura. Como a doença se manifesta apenas nos estágios mais avançados, os exames devem ser realizados mesmo sem a presença de sintomas, que podem englobar dificuldade para urinar ou presença de sangue na urina. “Quando o paciente se enquadra nos fatores de risco deve realizar consultas periódicas. O diagnóstico pode ser feito pelo exame de toque, laboratorial de PSA (Antígeno Prostático Específico) e, mais recentemente, temos utilizado a ressonância magnética para identificar aqueles tumores que realmente merecem ser biopsiados e tratados”, conclui Carvalho.

Após confirmar o câncer de próstata, existem algumas formas de tratá-lo, como a vigilância ativa, por exemplo, que é um acompanhamento a longo prazo dos tumores iniciais de baixo risco, conhecidos como tumores indolentes. Há também técnicas como a radioterapia, baquiterapia, técnicas ablativas e a cirurgia, que permanece sendo o a mais indicada. Recentemente, uma das alternativas mais indicadas é a cirurgia robótica, por ser mais precisa, mais eficaz e proporcionar menos dor ao paciente após o procedimento. Além do diagnóstico precoce, o especialista ainda alerta sobre outras formas de prevenção, como o desenvolvimento de hábitos saudáveis e controle de peso.


Sobre a Rede D'Or São Luiz
Fundada em 1977, no Rio de Janeiro, a Rede D’Or São Luiz é a maior rede de hospitais privados do Brasil com presença no Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal, Pernambuco, Maranhão e Bahia. O grupo opera com 39 hospitais, sendo 38 próprios e um hospital sob gestão. Possui 6 mil leitos operacionais e 6,6 mil leitos totais, e tem planos de chegar a 8,1 mil leitos em 5 anos. São, ao todo, 44,1 mil colaboradores e 87 mil médicos credenciados, que realizam cerca de 3,69 milhões de atendimentos de emergência, 220,5 mil cirurgias, 32,3 mil partos e 477 mil internações por ano, além de 4 mil cirurgias robóticas em três anos do início deste novo serviço. A Rede D’Or São Luiz também conta com a Oncologia D’Or e Onco Star, rede de clínicas especializadas em tratamento oncológico em sete estados brasileiros.

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