Enfermagem aprimorada
Por: Redação - Revista HOSP - 17/04/2013
Simuladores de procedimentos e ferramentas tecnológicas de gestão da rotina trazem maior qualidade para o atendimento e moldam novo perfil profissional

Recentemente, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP) ampliou as ações do seu Centro de Treinamento in Situ da Unidade de Urgência e Emergência, iniciando um aprimoramento especial para aumentar a segurança do paciente grave. O projeto abrange o uso de manequins simuladores de última geração que recriam as situações críticas e reagem a procedimentos e estímulos externos, inclusive à aplicação de medicamentos.

A iniciativa segue uma tendência mundial. Multiprofissional, envolvendo médicos, enfermeiros e fisioterapeutas, o treinamento busca reproduzir situações cotidianas em um ambiente que corresponde ao próprio local de trabalho, diminuindo os riscos de eventos adversos na rotina. Permite avaliar o atendimento prestado, medir o desempenho da equipe, identificar os aspectos positivos e negativos, além de visar ao melhor manejo dos recursos disponíveis para uma assistência mais efetiva, sem colocar em risco a vida e a saúde dos envolvidos.

Segundo Irineu Velasco, professor titular do Serviço de Emergências Clínicas da FMUSP, estudos científicos mostram que até 83% dos incidentes em medicina são ocasionados por baixo desempenho em habilidades não técnicas (trabalho em equipe, liderança, tomada de decisão e outras), as quais também são treinadas na simulação. Ele lembra que a maioria dos laboratórios para formação foca basicamente o treinamento técnico dos diversos profissionais de saúde isoladamente, o que não é o caso do Centro in Situ do HC. "Os programas em outros locais não contemplam o trabalho de equipe, fundamental para prevenir as complicações", acrescenta ainda Augusto Scalabrini Neto, professor associado da FMUSP e especialista na área de Emergências Clínicas.

Sofisticados, o manequins do Centro propiciam toda uma dinâmica para um atendimento clínico de emergência. Um dos modelos dos bonecos fala, abre os olhos, chora, transpira, tem convulsões, fica cianótico, apresenta os sinais vitais (temperatura corporal, frequência cardíaca e respiratória e pressão arterial) e responde aos estímulos externos. Ou seja, tem reações semelhantes ao do ser humano no processo de atendimento médico-hospitalar.

Há também um simulador de ultrassom que auxilia no diagnóstico e terapêutica na própria sala de emergência. Segundo o diretor do Pronto-Socorro do HC, Roger Daglius Dias, a prática neste tipo de equipamento está em processo inicial de implantação no País. Ele auxilia nos procedimentos de punções de veias profundas, de tórax, de abdômen, na localização de sangramento interno em paciente traumatizado, na passagem de cateter, entre outros. "Um descuido durante o procedimento pode acarretar danos à saúde do paciente", aponta Daglius.

O treinamento deverá ser estendido também às unidades de UTI. O objetivo do HC é preparar ao menos 200 profissionais que atuam em situações de emergência. No total, os investimentos somaram R$ 600 mil.

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